terça-feira, 17 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
Não tem importância, diz-se que o amor dura sete anos. Vamos, sê honesta e responde-me. Serias capaz, durante sete anos, de te entregares a um indivíduo sem qualquer reserva, de dar tudo, sem moderação, sem apreensão nem dúvida, sabendo que essa pessoa que amas mais do que tudo no mundo esquecerá quase tudo o que viveram juntos? Aceitarias que as tuas atenções e gestos de amor se apagassem da sua memória e que a natureza, que tem horror ao vazio, preencha um dia essa amnésia com censuras e lamentos? Sabendo que isso é inevitável, terias ainda assim força para te levantares a meio da noite quando o amor da tua vida tem sede ou simplesmente um pesadelo? Terias todas as manhãs vontade de lhe preparar o pequeno-almoço, de lhe ocupar os dias, de o divertir, de lhe ler histórias quando se sente aborrecido, de lhe cantar canções, de sair de casa porque precisa de apanhar ar, mesmo que o frio se torne glacial; e depois, ao chegar a noite, ignorarias o seu cansaço, irias sentar-te ao pé da sua cama para lhe acalmares os seus medos, falar-lhe de um futuro que viverá forcosamente longe de ti? Se a tua resposta a casa uma destas perguntas é sim, então perdoa-me por te ter julgado mal, então, sim, sabes realmente o que é o amar.
As Coisas Que Nunca Dissemos de Marc Levy
As Coisas Que Nunca Dissemos de Marc Levy
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Laranjas para deuses
Há uns anos dois amigos meus que pareciam ter pouco a ver um com o outro,
casaram-se. Quando perguntei à irmã dela a razão de tão repentina e inesperada união, respondeu-me: é simples, ele tem 40 pares de sapatos. Ela também. Não achas que é uma boa razão? Demorei quase dez anos a achar que sim.
A alquimia que mantém um casal unido sempre foi e há de ser um dos mais belos mistérios da natureza. Genética, educação, princípios morais e uma série de factores alietórios como a sorte e a cor dos olhos podem ajudar, mas há sempre qualquer coisa para lá do racional, do dizível, do explicável. Uma espécie de magia que mantém a frescura e a vivacidade; uma forma de arte para transformar a rotina num peso leve. E claro, muita sabedoria para saber como lidar com os piores momentos com a displicência equivalente ao empenho que se põe nos melhores. E além disso, muito amor, porque viver com alguém não é algo que se suporte ou se aguente, não há meio termo; ou é bom, ou é óptimo ou então é um inferno, mesmo que o inferno seja uma paz podre sem ondas, estagnada e a ganhar verdete de cinco em cinco minutos.
A teoria da cara-metade desde sempre perseguiu a humanidade. Os árabes imaginaram Alá a cortar laranjas e espalhá-las pela terra ao acaso, esperando que o destino a pusesse a rolar na direcção uma da outra. Mas esta teoria é redutora, porque uma laranja pode encaixar com várias metades, pelo menos metaforicamente, já que nunca fiz a experiência com os citados citrinos. Na década de 90 que foi prolixa em divagações místicas apareceram livros sobre a alma gémea, uma espécie de guia emocional para os mais carentes, uma mistura de paliativo com ansiolítico de efeito estonteante e entorpecedor para orientar os sós e abandonados. Vivemos numa sociedade onde há remédio e soluções à la carte para tudo, amor incluído.
Ainda voltado ao par de sapatos, o que faz com que um homem e uma mulher fiquem juntos para sempre?
Com ou sem a ajuda de Deus ou de Alá há muitos que ainda o conseguem. E falo dos que estão juntos porque querem, os que estão juntos por circunstâncias extrínsecas à essência da questão não entram neste campeonato. Como o Pedro e a Luísa que são os dois músicos e vivem numa casa onde o piano e o violoncelo dormem na mesma sala mas nunca entram em competição nem dentro nem fora de casa. Como O Miguel e a Lúcia que sempre respeitaram os amigos um do outro. Como o Paulo e a Verónica que aceitaram viver dois anos separados para que ela pudesse dar um salto qualitativo na carreira. Confiança, conforto e cumplicidade parecem ser palavras-chave. Todos falaram em tolerância, paciência, calma e segurança. Quase todos falaram de paixão, todos mencionaram harmonia, estímulo, entendimento e esforço. Alguém acrescentou: não é uma coisa que se procure, simplesmente encontra-se. O trabalho está em não se deixar perder. Laranjas? Isso é para os deuses.
in Cronica Semanal de Margarida Rebelo Pinto
casaram-se. Quando perguntei à irmã dela a razão de tão repentina e inesperada união, respondeu-me: é simples, ele tem 40 pares de sapatos. Ela também. Não achas que é uma boa razão? Demorei quase dez anos a achar que sim.
A alquimia que mantém um casal unido sempre foi e há de ser um dos mais belos mistérios da natureza. Genética, educação, princípios morais e uma série de factores alietórios como a sorte e a cor dos olhos podem ajudar, mas há sempre qualquer coisa para lá do racional, do dizível, do explicável. Uma espécie de magia que mantém a frescura e a vivacidade; uma forma de arte para transformar a rotina num peso leve. E claro, muita sabedoria para saber como lidar com os piores momentos com a displicência equivalente ao empenho que se põe nos melhores. E além disso, muito amor, porque viver com alguém não é algo que se suporte ou se aguente, não há meio termo; ou é bom, ou é óptimo ou então é um inferno, mesmo que o inferno seja uma paz podre sem ondas, estagnada e a ganhar verdete de cinco em cinco minutos.
A teoria da cara-metade desde sempre perseguiu a humanidade. Os árabes imaginaram Alá a cortar laranjas e espalhá-las pela terra ao acaso, esperando que o destino a pusesse a rolar na direcção uma da outra. Mas esta teoria é redutora, porque uma laranja pode encaixar com várias metades, pelo menos metaforicamente, já que nunca fiz a experiência com os citados citrinos. Na década de 90 que foi prolixa em divagações místicas apareceram livros sobre a alma gémea, uma espécie de guia emocional para os mais carentes, uma mistura de paliativo com ansiolítico de efeito estonteante e entorpecedor para orientar os sós e abandonados. Vivemos numa sociedade onde há remédio e soluções à la carte para tudo, amor incluído.
Ainda voltado ao par de sapatos, o que faz com que um homem e uma mulher fiquem juntos para sempre?
Com ou sem a ajuda de Deus ou de Alá há muitos que ainda o conseguem. E falo dos que estão juntos porque querem, os que estão juntos por circunstâncias extrínsecas à essência da questão não entram neste campeonato. Como o Pedro e a Luísa que são os dois músicos e vivem numa casa onde o piano e o violoncelo dormem na mesma sala mas nunca entram em competição nem dentro nem fora de casa. Como O Miguel e a Lúcia que sempre respeitaram os amigos um do outro. Como o Paulo e a Verónica que aceitaram viver dois anos separados para que ela pudesse dar um salto qualitativo na carreira. Confiança, conforto e cumplicidade parecem ser palavras-chave. Todos falaram em tolerância, paciência, calma e segurança. Quase todos falaram de paixão, todos mencionaram harmonia, estímulo, entendimento e esforço. Alguém acrescentou: não é uma coisa que se procure, simplesmente encontra-se. O trabalho está em não se deixar perder. Laranjas? Isso é para os deuses.
in Cronica Semanal de Margarida Rebelo Pinto
domingo, 8 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
"Assim, peço-te, do fundo do coração: não permitas que nada, nem ninguém, apague o que de mais bonito existiu entre nós; medica toda e qualquer chaga que porventura ainda esteja aberta, para que não haja dor entre nós; não deixes que qualquer nódoa ou cicatriz apague ou extermine, do teu coração, os momentos mais felizes das nossas vidas, vividos com o mais belo e puro amor nascido de nós e vivido por nós; nunca esqueças a felicidade que eu te proporcionei, tampouco a que tu fizeste-me viver; jamais me substituas dentro do teu coração, reservando sempre, para mim, o espaço que me foi concedido por ti para guardar o meu coração dentro do teu, já que o meu eu entreguei-te com todo amor; não permitas aos teus pensamentos que a minha imagem seja denegrida, que eles esqueçam quem eu sou verdadeiramente, o que representei para ti, o que fomos e somos um para o outro; não me queiras mal um só momento sequer; não esqueças o quanto eu sempre te amei; acredita sim, no fundo da tua alma, Por fim eu peço-te: não deixes apagar o sorriso dos teus lábios, a ternura da tua voz, a sensibilidade da tua alma, o respeito que sempre pautou o nosso convívio enquanto fomos felizes juntos, a alegria das tuas palavras, a honestidade das tuas atitudes, o teu bom humor, a tua alegria, a tua felicidade... Não foi por acaso que nos encontramos, que nos deixamos levar por um relacionamento que começou com a mesma força do amor que hoje existe dentro de mim, que nos entregamos, que nos sentimos as pessoas mais felizes deste mundo! "
Como acontece a todos os homens, há vários homens dentro de ti: há o que sonha em abraçar o mundo e há o que quer um lar e precisa de colo. Há o executivo pragmático e ambicioso que desliza à superfície das coisas e o romântico que sabe tocar a minha alma com enorme cuidado e sensibilidade. Há o cerebral que adora a cidade em que vive, onde todos pensam que o trabalho está acima de tudo, e o emotivo que namora com Lisboa e gosta de se perder nas suas vielas estreitas, respirando o ar do sul, sob o sol que quase nunca nos abandona. Há o apaixonado que me agarra, me devora e me prende, e o racional que gosta de pensar que somos apenas amigos.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Despede-te de 2008. Abraça 2009! ;)
Este ano perderam-se algumas coisas na minha vida. no entanto, ganharam-se outras irreversíveis. e fico feliz por isso. por conseguir sorrir nos dias menos bons. fico feliz por todos os momentos passados.
pelo sol q queimou a pele no verão. pelas noites de verão. pela louca persistência que me conheci. pelas tuas mãos e pelos teus ... (ultimos creio). pelas cartas q escrevi. pelos beijos dados á lua. pelas estrelas cadentes contadas. pelos dias passados na praia. pelas noites na areia (chill out). pelos desabafos. pelo conforto das palavras. tenho pena das palavras q não consegui dizer (?), e talves pelos pedidos q ñ fiz e pelas frases que dançam no meu peito.
na verdade, muitos dos verbos q eram conjugados no presente passam para o passado, por estranho que pareça. o q me parece bem. volto ao ZERO. q venha 2009 :)
pelo sol q queimou a pele no verão. pelas noites de verão. pela louca persistência que me conheci. pelas tuas mãos e pelos teus ... (ultimos creio). pelas cartas q escrevi. pelos beijos dados á lua. pelas estrelas cadentes contadas. pelos dias passados na praia. pelas noites na areia (chill out). pelos desabafos. pelo conforto das palavras. tenho pena das palavras q não consegui dizer (?), e talves pelos pedidos q ñ fiz e pelas frases que dançam no meu peito.
na verdade, muitos dos verbos q eram conjugados no presente passam para o passado, por estranho que pareça. o q me parece bem. volto ao ZERO. q venha 2009 :)
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
a vida é tão irónica. tão subtil e tão inesperada que os nossos impossíveis quase nunca correspondem aos impossíveis dela. e é assim que as coisas são hoje. e é tudo uma questão de perspectiva. quanto mais eu me lembro mais tu te esqueces. só espero que o dia em que eu me esquecer de ti não seja o dia que tu decidas voltar a lembrar-te de nós.
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